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Órfãos de Pequim - 2008

Oi galera!

As olimpíadas terminaram há duas semanas, mas ainda sinto saudades dela.

Mas como assim, se nem estive na longínqua Pequim? Pois é, a TV tem o poder de zerar distâncias, de entrar nas nossas casas sem bater na porta, e, finda a programação, sair da mesma forma que entrou: sem deixar rastro.

Mesmo quem como eu não tem TV a cabo e acabou tendo que aguentar os cortes da TV aberta ( que raiva, mal pude acompanhar as duas maratonas!), foi contemplado com momentos que ficarão nas nossas memórias por um bom tempo. Na água, o Phelps com nada menos que 8 medalhas de ouro no pescoço. E em terra, o jamaicano Bolt fulminando todos os recordes na maior facilidade, com direito a caras e poses em plena corrida.  Já o reinado no ar ninguém tira da czarina Yelena Ishinbayeva.

O Brasil passou por muitos sufocos. O que era certo, em um segundo virou trágico: Diego Hypólito caiu em sua acrobacia final no solo. Por essa, nem ele, nem ninguém esperava. Ninguém é perfeito. Outro momento infeliz foi o sumiço de uma das varas da Fabiana Murer. Ninguém merece passar por aquilo!   E a última cena que nos deixou sem palavras foi a derrota do vôlei masculino para os EUA. Tá certo, cansamos de tanto perder final pra americano ( vôlei de praia, futebol), mas é triste perder de virada...

Mas o que fica na lembrança são os momentos felizes:

- Cesar Cielo, ouro nos 50m livres (21s30): adorei ver um pódio sem americano ( rs), e a emoção dele ao ouvir o Hino Nacional, emocionou a todos os brasileiros. Nesse link tem uma matéria bem completa sobre ele, vale a pena conferir:

http://www.revistapiaui.com.br/artigo.aspx?id=733&unica=1

-Maurren Maggi, ouro no salto em distância (7m04cm), a primeira mulher brasileira a conquistar um ouro em esportes individuais: após a injusta suspensão por doping, deu a volta por cima. Mostrou que não basta ser geneticamente privilegiada (ficar 2 anos sem treinar e já voltar conquistando medalha é algo incrível), tem que dominar também o psicológico. Ainda estou "ouvindo" o grito de guerra dela: "Vai!!!Vai!!!"

-meninas do vôlei, ouro: yes, pelo menos aqui vencemos os EUA, hehe! Só elas ( além do iatismo com uma prata e um bronze) para salvarem nossos esportes coletivos, se bem que quase beliscamos nos revezamentos 4 x 100m do atletismo, com um honroso 4o lugar tanto no masculino quanto no feminino.

Aliás, viva as mulheres! Espero que o governo passe a valorizá-las mais, pois está mais que provado que taekwondo, judô e futebol não são só para homens. Aliás, se o governo faz mesmo questão do Brasil 2016, deveria espelhar-se na excelente atuação dos ingleses em Pequim ( rumo a Londres 2012). Para tanto, teríamos nada mais, nada menos que mudar o país: melhorar a educação, a saúde, a inclusão social, diminuir a corrupção,... O fato é que nem governo, nem povo, estão muito a fim ( em tempos de eleição, é perceptível que candidatos que priorizam a educação não terão muita vez nas urnas, por incrível que pareça). Dizem que a voz do povo é a voz de Deus ( muitas vezes, para tristeza de Deus...).

Às vezes o povo diz cada uma... Basta um atleta ter uma vitória consagrada, que logo começam a inventar que ele é gay, ou que foi doping. E se ganhou a prata, e não o ouro, é porque são um bando de amarelões. Queria ver esse mesmo povo passando por um dia de treinamento como atleta. Dou 10 minutos para eles sucumbirem...rs

Se quisermos um país melhor, uma coisa a se mudar, é cuidarmos melhor do nosso jardim, antes de jogar pedra no telhado alheio. Confesso que durante as olimpíadas parei de treinar. No início foi o pé que ficou estranho, mas depois foi preguiça mesmo: muito levantamento de controle remoto e copos de refrigerante e mate...rs. Mas como o tempo não pára e não se vive de ilusões, fui voltando à rotina. Paguei o preço da involução pelas duas semanas paradas, e retornando com 5km, enfim voltei de onde parei antes das olimpíadas: 7km.

Vai!!! Vai!!!

Abraços e uma ótima semana!

 

 

 

 



Escrito por Sally às 23h04
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